10 de Jun de 2009

O Paulo está numa nova morada: O Blogo

20 de Mar de 2009

isto não é nada, aviso desde já

"...a verdade sendo tão crua e tão penosa chega a ser mentira para quem nao a quer ouvir..."

12 de Jan de 2009

...de saudade, doeu e chorou, sozinho.

7 de Dez de 2008

Ilha, Mar, Mistério...

De tudo o que eu percebo pouco se vê. De cheiros e cores enchem-se os meus olhos e nada mais me cabe. São sentimentos passageiros de almas que ondulam ao ritmo de marés inconstantes. Tento cheirar o mar e a brisa salgada, mas nada me parece parecido quanto mais igual. São dias que demoram a passar, são amores que choram para se reencontrar. Tenho os pés gelados e ninguém para os aquecer. Tenho as mãos geladas e nem o calor das luvas resolve os meus problemas. No fundo do quarto vejo a mala posta, vejo a televisão que me acompanha nesta luta diária. A saudade consome o espírito, mas não mata o amor. Fortalece-o. Quero voltar a sentir o teu cheiro e o teu toque. Tenho saudades da tua voz junto ao meu ouvido. Quero os passeios no verde e no monte. O mar que me acalma e regressa dentro de mim. Quero-te, desejo-te, amo-te…

2 de Dez de 2008

Este Natal quero uma Lomo digital...

10 de Nov de 2008


Seria tão fácil ter sempre 20 anos. Manter a juventude e a energia. Seria fácil mas não interessante.

Olho para a recordação do meu avô e nele vejo a sabedoria da Vida. No seu rosto ainda tento decifrar todas as suas vivências. Não consigo. Até me causam alguma tristeza as suas rugas. Mas, ele nunca se importou. A isso se chama “saber envelhecer”.

Hoje em dia, a maior parte das pessoas vive para a aparência. Materialistas e cada vez mais “inaturais”. Enfeitam as suas caras como se representassem a actuação mais própria de um circo. Vivem para o Outro e não para si. Porquê as botas de salto alto quando todos nós sabemos que umas simples pantufas são o calçado mais confortável? A sociedade vive de padrões. É o tal sistema que todos oiçam falar, mas que quase ninguém sabe o seu significado.

Ás vezes, vou divagando por Ponta Delgada e paro. Vejo as pessoas passarem por mim e noto que a fisionomia do ser humano está cada vez mais ridícula. Andam todos à procura da sua identidade, mas muito para além da adolescência continuam a procurá-la. As pessoas estão cada vez menos bonitas, ora pelas suas preocupações com a aparência, ora pela personalidade cínica que constroem para ter essa mesma aparência. Cada vez mais deixam de querer pensar e sentir. Vulgarizam a palavra mais respeitosa no campo amoroso: o Amo-te. Impressionante ou não, não me relaciono com essas pessoas.

Porquê? Porque, no Natal de 1993, soube ouvir meu avô dizer-me: “Sílvia, vive com os teus próprios valores.”



Foto: Nuno Ramos

29 de Out de 2008

quoted
…quando durmo pela primeira vez num lugar ou com alguém demoro sempre muito tempo a adormecer, o sono é muito leve e acordo com o menor ruído… contigo não. O que me fizeste?

24 de Out de 2008

Ela dormia num quarto com cortinas azuis claras e edredom magenta por cima de manta polar. Vestia pijama amarelo  e tinha olhos azuis pela manhã. Calçava o 36 e punha uma pulseira de galengue. Numa noite sonhou ter uma casa de portadas brancas com cheiro a gerbérias durante toda a estação em que lá morava. Acordava com sumo de laranja, tostas e mel. Fazia sessões com amigos e lia poemas ao entardecer. Acordou. Calçou botas, vestiu casaco, colocou sorriso. Chovia nesse dia,... [inacabado]

17 de Jul de 2008

Lisboa, manhã de Julho

Já não estou aqui. Tenho o corpo preso num calor infernal e a alma a voar por entre ondas azuis e montes frescos.
Os últimos dias são sempre os piores, dizem. Verdade, não estou em mim, só me vejo a atravessar os céus. Tenho saudades daquele pedaço de terra de fumos e hortênsias. Já só oiço o mar a bater na rocha, o vento de Norte a levantar-me, e aquele silêncio, ai aquele silêncio duma manhã de Verão, como lhe sinto a falta.

(a ouvir "Ilhas de Bruma")

15 de Jul de 2008

Deolinda - Fado Toninho

O que estava aqui passou para aqui.
 

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