Ruas. Caminhos de pedras claras. Daquelas que não estava habituado a ver. Pessoas a correr, a fugir dos seus problemas. Refugiam-se naquele Ganges morno. Passam-se, entreolham-se, continuam. Não sabem! Nunca saberão aquilo que querem. Impávidas a tentar encontrar solução enquanto passo por elas. Que triste!
Devagar, olhando o rio, aquele mar sem cheiro, aquele manto de vida perene; promessas, desejos vãos colhidos pelos ventos que levam esperanças para longe. Ela não existe ali, não naquele lugar nublado!
É a fronteira limite das suas vidas obstinadas, castigadas, perdidas num fio de navalha que lhes cortou os sonhos. Não mais!
Voltam ali sempre que o vento muda; querem outros sonhos, outros que não os seus; não recebem nada: o vento leva, nunca traz!
Ideais, pensamentos vorazes, sonhos, esperanças, medos, naquele Ganges que eu um dia vi.
0 comentários:
Enviar um comentário