Tanto quanto me foi possível apurar junto de Mr. Watson posso dizer que se encontra de boa saúde, embora há alguns dias atrás tenha sofrido duma virose muito comum nesta época do ano. Nada demais, mas que o deixou um pouco em baixo. Pareceu-me já bastante bem e com sinais evidentes de recuperação. Aliás, não só recuperou de saúde como também de espírito. Daquele seu espírito altivo e bondoso que anda sempre numa busca constante pelos seus amores. Notei que havia uma certa mudança no seu comportamento, e quando comentei sobre isso, ele apenas limitou-se a dizer:
– Transformação, meu caro, … transformação…
E nisto começou a rir-se em bom som, como se todos os seus problemas deixassem de existir e a sua vida fosse um paraíso… Às vezes não o compreendo, mas é boa pessoa, um amigo.
Referiu-me também, com um certo ar de saudosismo, umas correspondências que manteve há tempos com alguém. E dizendo-me isto, sorriu e pediu-me desculpa:
– Desculpa-me meu caro! Alguém… coisas de léxico…
Não compreendi. Ele tem sempre aquele ar de qualquer-coisa-que-não-sei-o-quê de misterioso. Às vezes diz-me coisas que só compreendo tempos depois. Acho que ele gosta que seja assim, e eu já me habituei a isso. Mas pronto, coisas dele.
De momento, Mr. Watson anda imbuído de certos assuntos, coisas que o têm obrigado a se retirar do meio, mas muito feliz com o que lhe aconteceu há pouco tempo.
Ele realmente anda diferente, pois despediu-se com uma frase a que não estava habituado nele:
– Meu caro, não te esqueças que medicina, direito, gestão, engenharia são nobres actividades necessárias à vida. Mas a poesia, a beleza, o romance, o amor são as coisas que nos fazem viver.
– Transformação, meu caro, … transformação…
E nisto começou a rir-se em bom som, como se todos os seus problemas deixassem de existir e a sua vida fosse um paraíso… Às vezes não o compreendo, mas é boa pessoa, um amigo.
Referiu-me também, com um certo ar de saudosismo, umas correspondências que manteve há tempos com alguém. E dizendo-me isto, sorriu e pediu-me desculpa:
– Desculpa-me meu caro! Alguém… coisas de léxico…
Não compreendi. Ele tem sempre aquele ar de qualquer-coisa-que-não-sei-o-quê de misterioso. Às vezes diz-me coisas que só compreendo tempos depois. Acho que ele gosta que seja assim, e eu já me habituei a isso. Mas pronto, coisas dele.
De momento, Mr. Watson anda imbuído de certos assuntos, coisas que o têm obrigado a se retirar do meio, mas muito feliz com o que lhe aconteceu há pouco tempo.
Ele realmente anda diferente, pois despediu-se com uma frase a que não estava habituado nele:
– Meu caro, não te esqueças que medicina, direito, gestão, engenharia são nobres actividades necessárias à vida. Mas a poesia, a beleza, o romance, o amor são as coisas que nos fazem viver.
1 comentários:
Gosto particularmente da ultima parte:
«– Meu caro, não te esqueças que medicina, direito, gestão, engenharia são nobres actividades necessárias à vida. Mas a poesia, a beleza, o romance, o amor são as coisas que nos fazem viver. »
A mim são mesmo estas coisas de entre outras mais , que fazem viver...
A verdadeira felicidade encontra-se nas coisas mais simples, mas belas...
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