Tenho vontade de chorar sobre algo que nem sei o quê. Dói-me a alma, aperta-se-me o coração. Olho o tecto da minha cama; apático e sem palavras deixo cair a primeira gota. Ela veio daquele dia em que chorei por alguém; com tenção, com dor, por necessidade. Corre-me devagar pela face, atinge-me a boca: não sabe a nada.
Oiço o relógio, doze badaladas rápidas, ainda de noite um novo dia. Alguém que adormece sem me responder. A espera e a segunda gota a chegar aos meus lábios. Sinto-a morna, levemente salgada e a deixar-se perder na minha pele.
Mais se seguem, teimam em mostrar-me que querem correr pela minha face. Não quero mais, dói, é pequenino e não aguenta. Vai fugir. Preciso dum abraço e dum olhar em mim. Não tenho. O tecto, o relógio, eu a tremer e um desejo descontrolado de algo que nem sei o quê.
Oiço o relógio, doze badaladas rápidas, ainda de noite um novo dia. Alguém que adormece sem me responder. A espera e a segunda gota a chegar aos meus lábios. Sinto-a morna, levemente salgada e a deixar-se perder na minha pele.
Mais se seguem, teimam em mostrar-me que querem correr pela minha face. Não quero mais, dói, é pequenino e não aguenta. Vai fugir. Preciso dum abraço e dum olhar em mim. Não tenho. O tecto, o relógio, eu a tremer e um desejo descontrolado de algo que nem sei o quê.
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